Amor e Sexo

Coronavírus: é seguro fazer sexo durante a pandemia?

22 Março, 2020

pénis cativo

Milhares de casais estão fechados em casa e muitos deles sem saber se podem ou não ter relações sexuais. A Maria tira-lhe todas as dúvidas.

A pandemia do coronavírus ‘fechou’ em casa milhões de portugueses. Se, para alguns casais, a convivência 24 horas por dia pode ser um problema, para outros, isto pode resultar num aumento dos momentos de paixão. No entanto, será seguro manter relações sexuais com o parceiro?

A Maria tira-lhe todas as dúvidas sobre este tema, com a ajuda de Fernando Mesquita, psicólogo clínico e terapeuta sexual, que os portugueses conhecem do programa Casados à Primeira Vista, transmitido recentemente pela SIC.

«Visto que a forma de transmissão do Covid-19 é através de gotículas respiratórias, e o contacto com superfícies onde o vírus está presente, é possível existir transmissão deste vírus através de beijos ou troca de saliva entre os parceiros durante a atividade sexual, se um deles estiver infetado», começou por explicar o clínico.

«Até ao momento, não existem estudos que provem a sua transmissão através do sexo vaginal ou anal», disse ainda, sublinhando a importância de afastamento se um dos elementos do casal estiver infetado ou com suspeita da doença.

Brinquedos sexuais devem ser «devidamente limpos»

«Se um dos parceiros estiver infetado com Covid-19, o conselho é para evitar ao máximo o contacto com outras pessoas e isso implica, naturalmente, o contato sexual com o parceiro. Mas, se ambos não apresentam sintomas, não estiveram expostos ao vírus, e cumpriram adequadamente a quarentena, o risco será baixo», afirmou ainda Fernando Mesquita.

Sobre a utilização de brinquedos sexuais, o terapeuta aconselha precaução. «Se os mesmos não forem partilhados com outras pessoas e se forem devidamente limpos, não existe qualquer risco», disse.

Cuidado com os sites de encontros

Nesta altura de isolamento, vários sites de encontros online têm visto aumentar a sua procura. Para Fernando Mesquita, esta tendência não representa qualquer perigo, a não ser que as pessoas se queiram conhecer pessoalmente.

«A recomendação é que evitem o contacto com outras pessoas e que fiquem o máximo tempo possível em casa. Portanto, neste período, devem limitar-se à troca de mensagens ou videochamadas», diz o terapeuta, aconselhando ainda: «Aproveitem para se conhecer melhor à distância para que, em breve, possam estar mais seguros quando se conhecerem pessoalmente.»

Aproveitar o tempo para «alimentar a relação»

Para algumas pessoas, esta quarentena poderá aumentar o risco de discussões com o parceiro. Na opinião do psicólogo, há uma forma de evitar – ou pelo menos tentar – os conflitos.

«Essencialmente, estejam atentos às coisas que gostam um do outro. Evitem ficar focados naquilo que não gostam. Aproveitem ao máximo este tempo para alimentar a vossa relação». diz o especialista.

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Texto: Patrícia Correia Branco; Fotos: IStock

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