Atualidade

Baleia Azul: O que fazer em caso de perigo

5 Maio, 2017

baleia azul

A Polícia de Segurança Pública revela medidas a seguir pelas pessoas próximas dos jovens que podem estar envolvidos no polémico jogo Baleia Azul e dá a conhecer as consequências legais para os curadores

Jogo polémico já fez pelo menos três vítimas em Portugal

A Polícia de Segurança Pública não podia ficar indiferente ao jogo Baleia Azul que continua a colocar em risco a vida de diversas crianças e adolescentes.  Através de um comunicado, partilhado na página oficial do Facebook, a PSP explica que os “curadores/moderadores” não ficam impunes e que as autoridades estão munidas de ferramentas para os apanhar. O criador deste jogo perverso já foi preso, inclusive, juntamente com  outros “curadores/ moderadores”.

O que pode fazer se o seu filho entrar neste jogo?

Os amigos, pais e professores devem estar especialmente atentos a qualquer um dos 50 sinais dos desafios do jogo da “Baleia Azul”, nomeadamente: “inscrições” nas palmas das mãos, sinais de automutilação (braços, pernas e lábios), interesse súbito por filmes de terror, atividades no meio da madrugada, entre outras.

Se forem levantadas suspeitas, os pais devem dirigir-se imediatamente às autoridades. O passo seguinte é pedir ajuda psicológica especializada em quadros psicopatológicos com acompanhamento clínico.

Conselhos/ dicas da PSP

“Quem joga nunca vencerá, só perde por não conseguir completar as tarefas ou porque comete o suicídio. O curador/ moderador é um criminoso, que se aproveita de quem está emocionalmente frágil, para os fazer jogar um jogo que sabe ser destrutivo e, por isso, não o joga. Não jogue e evite que os outros façam. Informe familiares, professores ou a Polícia e salva uma vida!”, pode ler-se no comunicado da Polícia da Segurança Pública na página oficial do Facebook.

Consequências legais

Em Portugal, qualquer “curador/ moderador” incorre ordem dos crimes mais graves da nossa legislação: “crimes contra a vida”. Em concreto, o crime de “incitamento ou ajuda ao suicídio”, que prevê uma pena de prisão até três anos, se a vítima for adulta e, pelo menos, tentar o suicídio. Caso a vítima seja menor, a prisão pode ir até aos cinco anos.

Veja também: Os alertas que os pais não devem ignorar.

 

Texto de Bruno Seruca e Sara Savery

Siga a Revista Maria no Instagram

partilhar | 0 | 0

 
Top