Família e Carreira

Finanças pessoais descontroladas? Conselhos para prevenir e reagir às dívidas

7 Março, 2021

Não adie mais. Se precisa de reorganizar as finanças pessoais para sair de uma situação de sobre-endividamento, leia estes conselhos.

Se há algo que o ano de 2020 nos ensinou é que devemos estar preparados para todo o tipo de imprevistos, exemplo das finanças pessoais. E esta é uma lição especialmente importante, já que uma gestão cuidada do dinheiro disponível não só é responsável, como é também uma forma de conseguir concretizar objetivos, tranquilizar e, sobretudo, evitar sobressaltos.

Esta gestão financeira torna-se ainda mais importante nos dias de hoje e, nesse sentido, para a ajudar nessa missão, apresentamos-lhe algumas dicas para gerir o seu orçamento e prevenir uma situação de sobre-endividamento.

Aprenda a gerir as suas finanças

€ Comece por “fazer contas à vida”

Independentemente da situação laboral em que se encontra, o primeiro passo é fazer contas aos rendimentos, sejam eles rendimentos do agregado familiar, rendas, subsídios ou prémios, mas também às poupanças, ações e dividendos. Todos estes valores podem ser colocados num documento que seja atualizado frequentemente.

€ Faça a gestão das suas despesas com a tática de 10-30

Depois dos rendimentos, o passo seguinte é identificar as despesas e geri-las de forma responsável. O principal segredo para este ponto passa por controlar regularmente as dívidas e pagamentos fixos, e para isto há dois valores a ter como referência: por um lado, coloque de parte, no início de cada mês, um mínimo de 10 por cento dos seus rendimentos, de forma a conseguir ter sempre uma margem de poupança; por outro lado, importa controlar também as dívidas, nomeadamente as despesas com cartões de crédito, prestações, entre outras, para garantir que estas não ultrapassem um máximo de 30 por cento do seu rendimento.

Para este último ponto poderá ser oportuno, por exemplo, rever os contratos de serviços que tem subscritos, como eletricidade, televisão, etc., por forma a adaptá-los às suas reais necessidades e reduzir assim as suas despesas fixas.

Processo de poupança

€ Elabore uma “lista de espera” para outros gastos.

Já todos os compromissos ou desejos que não sejam essenciais devem entrar numa “lista de espera”. Essa lista só será satisfeita quando houver margem de manobra suficiente no orçamento, ou seja, após o pagamento das despesas e de colocar de parte o valor atribuído destinado à poupança.

Quando isso acontecer, defina, primeiramente, um montante como meta a alcançar, para facilitar o processo de poupança. Depois, adote um conjunto de medidas para conseguir alcançar esse objetivo (rentabilizar a comida de sobra para novas refeições ou fazer uma lista de compras antes de ir ao supermercado).

€ Antecipe-se a situações de maior dificuldade.

Caso as contas comecem a acumular e se torne difícil controlar o orçamento e pagar as despesas do dia-a-dia, a melhor estratégia é ter uma atitude preventiva. Por um lado, e se a dificuldade em poupar está no pagamento das prestações de diferentes créditos, considere aderir ao crédito consolidado, que lhe permite juntar todos os outros créditos num só, de forma a ter uma única mensalidade e mais reduzida.

Por outro lado, e se lhe for possível antecipar a dificuldade de pagamento dos compromissos financeiros, deve alertar a instituição financeira responsável.

Como saber se estou em risco?

Se os rendimentos mensais de um agregado familiar são insuficientes para dar conta das despesas mensais indispensáveis, compostas por alimentação, água, eletricidade, renda, despesas escolares e prestações de crédito. Um alerta importante para o risco de sobre-endividamento passa pelo momento em que os rendimentos cobrem apenas as
despesas mensais indispensáveis, sem permitir qualquer liquidez até ao fim do mês ou margem de poupança.

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Texto: Mário Rui Santos; Foto: Pixabay

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