Família e Carreira

«Mamã, não quero ir à escola». Fobia ou birra? Tome atenção aos sinais

14 Outubro, 2019

A fobia escolar é uma patologia mais comum do que imagina. Saiba como se manifesta, quando ter motivos de preocupação e o que fazer para ajudar os filhos a deixarem de ter medo de ir à aulas.

Todas as manhãs é a mesma coisa. Primeiro recusa acordar, depois faz birra para se vestir e acaba em lágrimas a dizer que não quer ir para a escola. Se vive na pele este martírio, saiba que há fortes probabilidades de se tratar de uma fase passageira. Contudo, três por cento das crianças sofrem de um transtorno sério designado por fobia escolar.

Classificada como um transtorno de ansiedade, a fobia escolar está entre os distúrbios que mais afetam crianças e adolescentes, e pode aparecer durante toda a vida escolar, embora seja notada com mais frequência na faixa etária que compreende os cinco e os dez anos de idade. É caracterizada como uma ansiedade incontrolável de separação, ou seja, dificuldade em adaptar-se a um novo espaço sem a presença do vínculo familiar. Aos poucos, pode acarretar outros problemas psicológicos, para além de
comprometer o aproveitamento escolar.

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SINAIS DE ALERTA

 Angústia generalizada

 Dores de barriga e de cabeça

 Vómito

 Agressividade

 Choro convulsivo

 Falta de concentração

 Suores

ACABE COM TODAS AS DÚVIDAS

Em alguns casos, os receios da criança podem ter uma origem bem real e justificada. Antes de tirar conclusões precipitadas, esclareça algumas situações:

 Verifique se o seu filho não é vítima de bullying;
 Veja se os colegas de escola não discriminam ou deixam o seu filho de lado nas brincadeiras do recreio;
 Leve a criança ao oftalmologista e ao otorrinolaringologista, uma vez que as suas queixas podem estar relacionadas com a dificuldade em acompanhar e entender o que é dito nas aulas.
 Tente perceber se há razões reais para ele não gostar da professora;

COMO AGIR

É na maior parte dos casos uma situação passageira, mas deve ser tratada desde o primeiro minuto como um problema real, pois quando nada é feito tem tendência para agravar-se. Não existem milagres e não pense que irá conseguir dar a volta à situação de um dia para o outro.

É importante estar disponível para ouvir a criança e mostrar-se compreensiva em relação aos seus receios. Ela tem de entender que pode confiar em si e que está lá para a ajudar. Tente identificar o que realmente a afeta. Para algumas crianças, o foco do problema poderá ser a sensação de abandono dos
pais; para outras, uma deficiente relação com os colegas de turma.

O QUE NÃO FAZER

Não grite nem ralhe com a criança se ela não quiser ir à escola, mas tente sempre dialogar com ela.

Não fique insegura nem vacile, apesar dos choros ou das birras.

Seja breve nas despedidas na escola. Nada de voltar para dar mais um beijinho.

Não saia da escola às escondidas da criança. Avise-a sempre que vai embora, mas volta para buscá-la.

Esteja à espera dela à saída da escola, na hora combinada. Nunca chegue atrasada.

PROCURE AJUDA PROFISSIONAL

Antes de ficar seriamente preocupada, não se esqueça que a maior parte das crianças supera essa fase em poucas semanas. Mas se a ansiedade se prolongar por mais de um mês e os sintomas forem piorando
poderá, de facto, considerar procurar uma ajuda especializada.

O psicólogo poderá separar o que é birra e o que é fobia, e detetar de forma mais clara a real origem do problema. Serão sempre necessárias várias consultas para conseguir devolver a confiança ao jovem que sofre deste transtorno.

 

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