Nacional

Catarina Furtado assegura que o mundo estaria melhor se as mulheres tivessem mais palco

27 Fevereiro, 2021

Catarina Furtado esteve à conversa com Manuel Luís Goucha onde falou do voluntariado por todo o mundo da morte, dos filhos e da educação que recebeu.

Catarina Furtado é uma mulher de causas e defende-as onde quer que esteja. A apresentadora da RTP1 esteve à conversa com Manuel Luís Goucha no programa “Conta-me”, da TVI e recordou momentos marcantes de anos de voluntariado por todo o mundo. Catarina falou de morte, dos filhos e da educação que recebeu.

Começou a ser voluntária com apenas nove anos e rapidamente descobriu o que era a “discriminação”. Desde então, geriu sempre a vida como figura pública entre a fama e as causas humanitárias, tornando-se Embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, o UNFPA. Aquilo que mais a aflige é o “salve-se quem puder”, o “egocentrismo” e o “egoísmo”.

Na entrevista, que foi gravada na Biblioteca de Belém, Catarina Furtado falou sobre a família e a relação que tem com os dois filhos, João Maria, de 12 anos, e Maria Beatriz, de 14, fruto do relacionamento com ator João Reis.

“A minha mãe vem de uma família muito credenciada, abastada, advogados, pintores, juízes. A família do meu pai é mais modesta, a minha avó não sabia ler nem escrever, o meu avô era bombeiro. Eu sempre fui feliz nos dois mundos, mas percebi muito bem as oportunidades que uns têm e outros não têm”, afirma.

E são exatamente esses os valores que Catarina quer passar aos filhos, apesar da comunicadora confessar ter “receio” de que não sejam incutidos da mesma forma. “Eu tenho muito receio do facto de terem muito mais do que eu alguma vez tive. São duas pessoas muito bem formadas, mas o meu receio é que eles nunca tenham a certeza do que é sofrer”, começa por dizer.

“Quero que eles não sofram, mas que percebam o poder que têm dentro deles, que nem dos bens materiais, dos likes do instagram… Eu sei que eles percebem, mas quero que percebam ainda mais o poder dentro deles, o poder de mudar”, afirma. “Eles têm tudo, felizmente”, acrescenta. Catarina Furtado dá como exemplo a “violência no namoro”, que é um dos temas que mais a aflige.

Com a pandemia, Catarina refere que tem sido “complicado” lidar com dois adolescentes em casa, principalmente com a filha. “Tem sido complicado, mais para a minha filha. Aos 14 anos queres dar beijos, queres explorar os teus sentimentos, queres estar com as amigas… Ela não está a viver nada”.

Confessa ser uma “mãe galinha”, “muito exigente”, principalmente com os “valores”. Defensora dos direitos das mulheres, Catarina assume que as mulheres são muito mais “complicadas”, no entanto têm uma “força transformadora do mundo”. “Se nós tivermos mais palco, o mundo estaria muito melhor (…) É muito mais simples equilibrar o mundo se se investir na igualdade de género”.

Catarina Furtado: “Não penso na minha morte”

A Manuel Luís Goucha, Catarina afirma ter medo da morte, principalmente pelas pessoas que ama. “Não penso na minha morte, eu não tenho medo quando ando a viajar, tenho medo do dia em que já não puder abraçar os meus filhos. Eu já tinha medo da morte pela ausência dos pais, agora fica aqui registada ideia de não os ver, mas se calhar não sofro quando estiver lá em cima”.

E qual a palavra que mais a define? “Partilhar”, refere, com um brilho nos olhos e sem hesitar.

Texto: Inês Borges; Fotos: DR
Veja também: Catarina Furtado chora no The Voice Kids com menino a cantar para avó com Alzheimer

Siga a Revista Maria no Instagram

partilhar | 0 | 0

 
Top