Internacional

Famosos recordam o trágico 11 de Setembro: «Vi em direto, mesmo à minha frente»

11 Setembro, 2019

O mundo não esquece a tragédia que marcou o dia 11 de setembro de 2001. Falámos com 11 famosos que recordam este trágico dia e como o viveram.

O dia 11 de setembro de 2001 ficou marcado pelos ataques terroristas, liderados pela organização islâmica Al-Qaeda, às Torres Gémeas, em Nova Iorque. Perto de três mil pessoas perderam a vida e muitas mais ficaram feridas e com danos permanentes.

Passaram-se 18 anos, mas o mundo não esquece as imagens de terror e o sentimento de medo que permanece até hoje. Ao nosso site, 11 famosos recordam esse dia e contam como o viveram.

Percorra a nossa galeria e veja as declarações dos famosos!

«Estava a almoçar com o meu irmão mais novo. Pensei que era um filme»

Rita Salema estava a almoçar com o irmão mais novo, Manuel, quando surgiram as primeiras imagens do atentado. «Estava tudo em pé a ver aquilo na televisão. Até disse ‘meu Deus, que bem feito, que filmagens extraordinárias’, porque pensei que era um filme. Começou tudo aos gritos, nem queria acreditar. Foi horrível! Hoje em dia, infelizmente, conseguimos ver o terror em direto e foi o que aconteceu», recorda a atriz.

«Estava na casa de uma namorada com quem estudava»

No Porto, a frequentar o segundo ano de faculdade, João Paulo Rodrigues «estava na casa de uma namorada com quem estudava» a almoçar, quando surgiram as notícias no Telejornal. «Ficámos completamente sem reação. Achámos aquilo tudo difícil de acreditar. E ficámos a acompanhar aquilo o resto do tempo, em choque», conta o apresentador.

Para João Paulo Rodrigues «o principal objetivo, que é o terror, foi imediatamente conseguido», confessando que, a partir desse momento, passou a pensar duas vezes para onde vai de férias e de que forma o faz.

«Vi em direto, mesmo à minha frente, as torres serem atacadas»

Há 18 anos, Manuela Moura Guedes estava na redação da TVI quando, em direto, viu todos os pormenores do atentado. «Primeiro fiquei aterrorizada e depois comecei a trabalhar. Nós tínhamos, ao longo de toda a parede, os monitores com várias estações. Vi em direto, mesmo à minha frente, de repente as torres serem atacadas, a primeira e depois a segunda. E a reação foi: ‘Isto não está a acontecer’. Depois foi começar a montar, foi fazer a emissão», recorda a ex-pivo do canal de Queluz de Baixo.

«Foi horrível ver as pessoas a atiraram-se da janela, para não morrerem queimadas»

A trabalhar numa empresa de Recursos Humanos na altura, a atriz Andreia Dinis recorda que estava no trabalho quando os colegas a «alertaram para o que estava a acontecer». Acompanharam tudo através dos computadores. «A reação foi de choque e incredibilidade. Foi horrível ver as pessoas a atiraram-se da janela, para não morrerem queimadas», confessa.

«Havia gente parva que mandava cartas a fingir que tinham antrax»

Com 21 anos, António Raminhos estava a iniciar o estágio no jornal O Independente, como jornalista, quando as notícias começaram a surgir e viu o segundo avião embater contra as torres gémeas. «Foi surreal, porque vi em direto na televisão. Aquilo foi à hora de almoço cá e toda a gente dizia que era um incêndio. De repente, quando estão a falar, aparece nas imagens o avião a embater na outra torre», conta.

O humorista recorda ainda que, depois deste ataque terrorista, o pânico permaneceu. «Houve na altura um pânico com cartas. Com cartas armadilhadas ou com o antrax, um pó branco. Lembro-me que até no jornal nós chegámos a receber cartas. Depois havia malta, gente parva, que mandava cartas a fingir que tinham antrax.»

«Ia entrevistar o Sting nesse dia»

Em Florença, na companhia do cantor Tozé Brito, Herman José preparava-se para entrevistar uma das maiores estrelas da música. «Ia entrevistar o Sting nesse dia e assistir ao espetáculo gravado em sua casa na Toscana», revela.

Quanto à possibilidade de acontecer um atentado em Portugal, o humorista refere apenas que «o ser humano não é previsível» e que «todos estamos sujeitos a tudo em qualquer parte do mundo».

«A minha irmã estava a viajar e nós entrámos em pânico»

Com apenas 16 anos, Marta Melro assistiu a todo o aparato televisivo na companhia dos pais, em casa. «Estava com os meus pais em casa. Lembro-me que a minha irmã estava a viajar e nós entrámos em pânico porque não conseguíamos falar com ela. Achávamos que podia ter acontecido alguma coisa. Lembro-me só, vagamente, disso», conta.

A atriz diz que se recorda ainda do medo que se sentia de um possível ataque em Portugal, «porque poderia existir um interesse devido às bases aéreas nos Açores».

«Estava a acompanhar as gravações da novela Anjo Selvagem»

Sívia Rizzo soube da notícia durante um dia de trabalho. «Estava a acompanhar as gravações da novela Anjo Selvagem. Nós estávamos todos no exterior quando começámos a ouvir falar e depois fomos para estúdio. Ficámos todos muito impressionados com isso», afirma.

«Fiquei sempre na dúvida do que é que poderia ter realmente acontecido, mas há várias teorias. Para mim a história nunca ficou bem contada», acrescenta.

«Estava no centro comercial Amoreiras»

A percorrer os corredores de um centro comercial em Lisboa, Eduardo Madeira ficou surpreendido com aglomerado de pessoas a ver televisão, através de uma montra. «Estava nas Amoreiras. Curiosamente foi mesmo aí que eu vi, quase em tempo real. Lembro-me perfeitamente de estar um grupo gigante de gente a olhar para uma montra. Percebi que se tinha passado alguma coisa e espreitei também. E estavam a dar as imagens naquele preciso momento», conta.

Sobre a possibilidade de um atentado no nosso país, o humorista refere que «Portugal é um país que está na moda», uma vez que «as Madonnas e uma série de atores conhecidos vêm para cá viver ou visitam com regularidade». Por essa razão, «o nosso país tornou-se uma rota turística forte e é falado em todo o mundo.»

«Estava a almoçar com um amigo num restaurante»

Carlos Cruz soube dos atentados através de mensagens que recebeu no telemóvel. «Estava a almoçar com um amigo num restaurante e recebi uma mensagem a dizer que um avião tinha embatido nas Torres Gémeas. Passado um bocado, recebi outra mensagem a dizer que outro avião tinha embatido. Aí, achei estranho e liguei a um familiar e perguntei-lhe o que se estava a passar», começa por dizer.

«Depois de almoço, fui para casa e fiquei estupefacto. Ainda por cima, tinha vivido em Nova Iorque e conheci muito bem as Torres Gémeas. Não achava normal dois aviões embaterem contra as Torres», afirma, acrescentando ainda que começou a ter alguns receios quando viajava: «No meu subconsciente, havia sempre uma espécie de grilo a perguntar-me: ‘Pode ou não haver a possibilidade de estar aqui algum maluco dentro do avião comigo?’. Cheguei a entrar em aviões árabes e aí ficava mais atento dentro do avião, às atitudes, à linguagem corporal dos passageiros…», termina.

«Estava a ver as notícias em casa»

À semelhança da maioria das pessoas, José Figueiras não percebeu, inicialmente, que estava perante um atentado terrorista. «Estava a ver as notícias em casa e, na primeira fase, ninguém percebeu bem. Só depois, à medida que as coisas se desenrolavam, é que ficámos – o mundo inteiro! – completamente estupefactos e de boca aberta com os acontecimentos. O mundo mudou a partir desse dia».

O apresentador não esconde que, desde aí, ficou com receio de um ataque em Portugal. «Sobretudo quando há grande aglomerados de gente, em concertos, em manifestações, em grandes concentrações. Cada vez penso mais nisso, que qualquer coisa pode acontecer», termina.

Texto: Marisa Simões | Fotos: Arquivo Impala e Reprodução Redes Sociais

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