Nacional

Jessica Athayde e Filipe Vargas entre centenas em protesto pelo setor da Cultura

21 Novembro, 2020

O Campo Pequeno recebeu atores, como Jessica Athayde e Filipe Vargas, bem como músicos e outros profissionais, José Raposo lamentou ausência da ministra.

José Raposo, Jessica Athayde, Filipe Vargas, Tony Carreira e Mariza foram apenas alguns dos muitos famosos que fizeram questão de marcar presença na manifestação pela Cultura, que se realizou este sábado, 21 de novembro, no Campo Pequeno, em Lisboa.

Os cantores e atores não quiseram deixar de fazer parte daquele que é um “espetáculo” que reúne centenas de trabalhares do sector da Cultura, para alertar para a necessidade de reagir, uma vez que o setor atravessa uma crise profunda, com vários artistas e técnicos a passarem sérias dificuldades financeiras, devido à pandemia de covid-19.

Num discurso forte e emotivo, José Raposo fez referência à ausência do governo num evento que pretende apelar à ajuda e à necessidade de uma mudança positiva. “É inacreditável que a ministra da Cultura não esteja aqui”, afirmou.

 

“Um país sem cultura é um país sem alma”

Jessica Athayde manifestou-se também nas redes sociais.  “The show must go on [em português: o espectáculo tem de continuar]. 2020 manifestação pela cultura”, escreveu a atriz, na legenda de uma fotografia onde surge ao lado de Filipe Vargas.

Na mesma imagem, os atores surgem de máscara, cumprindo as regras da Direção Geral de Saúde, e de punhos fechados, simbolizando a força necessária para ultrapassar as dificuldades resultantes das mudanças exigidas no mundo da cultura e do espetáculo.

Carolina Deslandes também não ficou indiferente ao tema e partilhou uma imagem com a questão: “Quem assume a decisão de acabar com a cultura?”. A acompanhar a imagem, a artista fez uma reflexão:

“Quem não morre de covid, irá morrer de fome. Os poucos concertos marcados, são cancelados, adiados, mandados abaixo. A fragilidade do nosso sector foi revelada e estamos numa queda sem rede onde aterrar. Técnicos, músicos, roadies, agentes, todos abandonados e sem respostas. Se isto se mantiver, todos eles irão abandonar as suas profissões ou as suas vidas. Isto NÃO é um exagero, é a realidade. Um país sem cultura é um país sem alma. A cultura é segura e é necessária.”

A cultura está “abandonada em Portugal”

Desde o início da pandemia de covid-19, foram vários os rostos conhecidos do mundo das Artes a queixar-se das medidas tomadas pelo Governo e pela falta de apoios a artistas.

Em outubro, Ruy de Carvalho mostrava-se também ele descontente com o rumo que a Cultura estava a levar e referiu, em entrevista a Manuel Luís Goucha, que existe a necessidade, urgente, de prestar mais atenção a esta área, “tão abandonada em Portugal e tão pouco protegida como deve ser”.

“Toda a gente que trabalha na cultura é da minha família. Uma cultura que é tão abandonada em Portugal e tão pouco protegida como deve ser. E um povo que não tem uma boa arca da cultura é um povo pobre. E é levado à certa, é levada em rebanho. De vez em quando, nós vemos o povo em Portugal levado em rebanho e eu faz-me uma grande aflição”, afirmava, deixando “um cumprimento à Ministra da Cultura, a ver se ela acorda para a vida”.

 

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Texto: Marisa Simões; Fotos: DR e Reprodução Instagram

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