Nacional

Ana Bola reacende guerra antiga com Maria Vieira

30 Junho, 2020

O cineasta Vicente Alves do Ó comentou a participação de Maria Vieira na manifestação do Chega e Ana Bola comentou: «Submissa, controlada, induzida a ser má».

Este fim-de-semana, Maria Vieira voltou a ser notícia por ter participado na manifestação do Chega ao lado de André Ventura. Nas redes sociais, multiplicaram-se as críticas à atriz, mas houve um comentário que se destacou e que faz ‘reacender’ uma guerra antiga: o de Ana Bola, que foi uma das suas melhores amigas durante vários anos.

O cineasta Vicente Alves do Ó comentou a participação de Maria na sua página de Facebook, com uma fotografia de uma personagem interpretada pela atriz. «A tristeza profunda de tudo isto. A tristeza profunda no rosto dela. Os olhos. Estes olhos cheios de tristeza. De quem não acredita em mais nada. Olhos de quem grita a sua tristeza e a sua tragédia», começou por escrever.

«De actriz de comédia a trágica. Que triste, tudo isto. Que tristeza tão grande disfarçada de ilusão política. Como se dentro deste corpo morasse a sombra doutra pessoa. Quem foi essa pessoa? Quem é esta sombra de mulher? É como se uma desconhecida tomasse conta do corpo duma pessoa amiga, de longa data, que conhecemos de sempre. Alguém cá de casa e que nos fez rir tantas vezes. Quem és tu? – diria o texto de Garrett. Quem és tu?», escreveu.

«Um ódio profundo e uma raiva sem medida»

No meio de vários comentários a esta publicação, surgiu o de Ana Bola, que volta a falar sobre a ex-amiga, com quem deixou de falar há vários anos e que acredita ser uma vítima do marido, Fernando Rocha: «Bom, esta foto é de uma personagem de um filme. O que ela transmite mais, quanto a mim naquela tristeza de ontem, é um ódio profundo e uma raiva sem medida.Triste estará muitas vezes, com certeza, basta ter deixado de ser quem era».

«A Maria anda triste e revoltada há muitos anos por várias razões.Acho que transformou essa tristeza em ódio por tudo o que mexe e sobretudo por quem tem sucesso na profissão, até porque a convenceram que ela era melhor do que todos nós. E ela acreditou», acrescentou.

«A Maria não deixa de ser uma vítima»

«Ela há muito, mas muito tempo que tinha duas personas, a que convivia conosco, que se divertia, que se soltava, e a outra… Submissa, controlada, induzida a ser má, a contar as linhas de texto que tinha em relação aos outros, questionada se lhe tinham feito planos e se tinha conseguido dizer e cumprir as indicações que trazia de casa, depois com o trabalho no ar ser confrotada com as críticas de não ter feito como a tinham mandado, etc, etc…», escreve ainda Ana Bola, terminando:

«Isto dá cabo de qualquer um. Ela sempre foi frágil, insegura, ‘diferente’, portanto foi atingida e não foi pouco. Eu tenho muita pena. A Maria não deixa de ser uma vítima.»

 

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Texto: Patrícia Correia Branco; Fotos: arquivo Impala

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