Nacional

Atenção com a Pneumonia! Saiba porquê.

11 Novembro, 2018

O presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, José Alves, alerta para os perigos da doença.

No dia 12 de novembro assinala-se o Dia Mundial da Pneumonia, uma doença que, segundo a
Organização Mundial de Saúde, mata cerca de três milhões de pessoas por ano, das quais mais de 400 mil são mortes infantis.

Já os últimos dados divulgados pelo Programa Nacional para as Doenças Respiratórias da Direção-Geral da Saúde revelam que as pneumonias são a principal causa de mortalidade respiratória em Portugal Continental, cerca de 46 por cento.

Qualquer um de nós pode apanhar a doença

Foi exatamente a propósito do Dia Mundial da Pneumonia que a revista Maria esteve à conversa com o Professor Doutor José Alves, presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, que nos revelou ser muito importante não deixar a efeméride passar em branco. «É importante que haja um Dia Mundial da Pneumonia, com certeza. É uma forma de alertarmos as pessoas para esta doença e para os seus perigos. Hoje em dia, as pessoas tendem a desvalorizar um bocadinho e perderam o respeito pela doença. Mas a pneumonia deve meter respeito às pessoas, porque é talvez a quarta ou quinta causa de morte em Portugal, cuja causa é evitável. Estamos a falar de uma infeção nos pulmões que estão perto da nossa corrente sanguínea», começa por nos dizer.

Para os mais distraídos, a pneumonia deve mesmo ser levada em conta, pois é uma doença perigosa.

«Não é uma simples infeção, pois não deixa de ser uma doença perigosa no sentido que os pulmões são um dos órgãos mais importantes do nosso corpo uma vez que têm uma grande proximidade com a nossa corrente sanguínea. Quando há uma infeção, existe o perigo de esta entrar no nosso sangue e se espalhar pelo corpo todo», afirma o médico, perentoriamente, acrescentando: «Qualquer um de nós está sujeito a apanhar uma pneumonia, sendo a mais frequente aquela que é adquirida na comunidade. Mas na realidade há grupos de risco. Estamos a falar de pessoas mais novas ou com mais de 65 anos, doentes crónicos, fumadores, diabéticos, todas estas pessoas estão mais vulneráveis e podem correr mais riscos», garante José Alves.

Perante este cenário, a sociedade deve agir, não só no âmbito do diagnóstico e da terapêutica, mas também em relação a fatores controláveis pelo próprio.

Vacinar é fundamental

A sensibilização e a prevenção são, sem dúvida, a melhor forma de evitar a pneumonia. Como tal, a vacinação antipneumocócica é a melhor forma de prevenção contra a doença e pode ser feita em qualqueraltura do ano. Esta opinião é partilhada pelo presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, tal como nos confidenciou.

«Temos o poder e a possibilidade de adotar comportamentos associados a menor risco, como é o caso da prevenção através da vacinação e da adoção de estilos de vida saudáveis. A vacina é bastante eficaz e está precisamente indicada para os tais grupos de risco que falava há pouco. Toda a gente deve ser vacinada para a pneumonia. É de toma única e reforçada um ano depois. Ao contrário da vacina da gripe, que é administrada todos os anos», garante, ao mesmo tempo que faz questão de reforçar: «Mesmo as pessoas com mais de 65 anos e sem pertencer ao grupo de risco, aconselho a que lhes seja administrada a vacina. Estamos a falar de uma situação de prevenção. Há países em que a vacina é tomada e a mortalidade diminuiu consideravelmente. Toda a vacinação está associada a ganhos quantitativos e qualitativos de saúde».

Conselhos do especialista

Mas não se confunda a vacina da gripe com a da pneumonia, alerta-nos o médico.

«São vacinas e doenças completamente diferentes. Os vírus são diferentes das bactérias porque os vírus para se reproduzirem precisam de células humanas. Quando se tem gripe há uma grande probabilidade de ter uma pneumonia», revela, daí aconselhar a que as crianças e os adultos a partir dos 65 anos devam ser vacinados, pois estão mais vulneráveis.

«É importante, especialmente no inverno, época de maior infeção gripal, evitar ambientes com muitas pessoas. Igualmente importante, é a proteção contra o frio, hidratação e alimentação corretas».

Texto: Rita Leal

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