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Georgina sofre por pai ter morrido sem conhecer nem Ronaldo e nem a neta Alana

6 Fevereiro, 2019

Pai de Georgina Rodriguez morreu sem conhecer a neta e CR7. A namorada de Cristiano Ronaldo revela que o jogador a tem apoiado e conta como tudo aconteceu.

Georgina Rodriguez está de luto, depois de perder o pai. Jorge Eduardo Rodríguez Gorjón morreu em Buenos Aires, aos 70 anos depois de três anos de complicações graves após um AVC. A namorada de Cristiano Ronaldo deu uma entrevista à revista espanhola Hola, em Portugal, e revelou como está a ultrapassar este sofrimento.

«É muito duro dizer adeus à figura que te ama, que te apoia, te protege, te anima e te aconselha. Perder esse grande amor é algo que te parte por dentro. Não há palavras que expressem este sentimento, tal como não há palavras que nos consolem. Toda a família está a sofrer. É uma dor que chega a ser física», começa por contar.

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Apesar da dor, Georgina admite que saber que o pai descansa agora em paz, a tranquiliza. «Estar quase três anos prostrado numa cama, sem poder fazer nem o básico, não é vida. Fizémos o que podíamos por ele, lutámos com ele… Até que o seu corpo não aguentou mais. Já estava muito mal…», relata.

«Dávamos tudo para o ter de volta. Mas não doente… são. Nem que fosse um dia ou uma hora, para conversar. Para poder agradecer tudo o que fez por nós. Fizémos tudo isto, mas com ele doente, com o cérebro afetado. Ouvia-nos e respondia, mas por vezes estava no seu próprio mundo. Somos tão jovens para o perder. Tínhamos muito por viver… Sabemos que ele nos vai proteger de qualquer mal», diz ainda, referindo-se a si e à irmã, Ivana, de 26 anos.

Ao relatar o estado em que o pai já se encontrava, afirma que «era muito duro vê-lo assim». Diz que tentaram de tudo, até Kinesiologia (procura repor o equilíbrio e funcionalidade do seu corpo), mas em vão.

«A sua mobilidade era menor a cada dia  Não comia sozinho… A fala manteve, mas não mantinha grandes conversações devido aos danos cerebrais. Eu e a minha irmã ficámos mais fortes, maduras e conscientes da dura realidade em que muita gente vive», conta.

Pai de Georgina tinha enfermeira 24 horas por dia

Apesar de tudo o que já se escreveu sobre o pai de Georgina, e embora esta admita que ele cometeu erros na vida, a espanhola gostava que o pai fosse recordado como um homem «bom e inteligente». «Era capaz de fazer tudo pela sua família , tentou por tudo ver-nos bem. Houve coisas que saíram mal, e aprendemos com os nossos erros, mas as suas intenções foram sempre boas. O meu pai chamava-nos ‘minhas rainhas’ e eu era a sua ‘chiquitita’. Comigo ria-se  muito e com a minha irmã conversava horas e horas sobre a vida. Ela, como irmã mais velha, tinha outra relação com ele.

Sobre os últimos tempos de vida, confessa que o pai se refugiou em Deus. «O seu livro favorito era a Bíblia e insistia que a lêssemos várias vezes para a entender», recorda.

Doente há mais de três anos, Georgina revela que esperavam o momento do adeus há muito, portanto, já se vinham despedindo do pai. Com a sua vida a desenrolar ao lado de Cristiano Ronaldo, foi a irmã, Ivana, que deixou tudo em Espanha para se mudar para a Argentina e cuidar do progenitor. «Contratámos enfermeiras, esteve acompanhado 24 horas por dia».

Uma das maiores mágoas de Georgina é que o pai não tenha conhecido a neta

Negando que a relação com o pai não fosse das melhores, a mãe de Alana afirma, contudo, que por motivos e circunstâncias da vida, houve anos em que não viu o pai. «Esteve sempre em contacto connosco. Quem nos criou de uma forma mais permanente foi a nossa mãe, mas víamos o nosso pai sempre que ele podia», recorda.

Apesar de assumir que ela e a irmã eram as maiores cuidadoras do pai, diz ser «injusto» afirmar que estiveram sozinhas nesse cargo.

«Os meus tios da Argentina também estiveram por perto. O certo é que, economicamente, fomos nós o seu sustento. Mandávamos metade dos gastos mensais para cada uma. E no início da doença, foi o nosso tio da Argentina que nos ajudou muito. Eu viajei para o ver várias vezes e ajudei economicamente todos os meses», refere.

Jorge, acamado durante três anos, não viveu os melhores anos da filha mais nova nem conheceu a neta, Alana. «Ele não podia viajar e os bebés são muito pequenos para tanta viagem em tão pouco tempo. São muitas horas de avião e a saúde dele estava muito delicada», assume.

Cristiano Ronaldo não chegou a conhecer o sogro

Foi quando começou a namorar com Cristiano Ronaldo que o pai da argentina adoeceu.  «O meu pai era muito reservado e não gostava que o vissem como estava. Tivemos má sorte. Ficou doente quando conheci o meu namorado, mais ou menos».

Menciona que chegou a contar ao pai que era amiga do craque e que o progenitor a aconselhou a ser  uma «rapariga séria». «O meu pai admirava-o como jogador», narra.

Sobre o facto de Cristiano não ter podido acompanhar Georgina à Argentina, diz que tem o seu apoio todos os dias. «Cuida de mim em todos os momentos de tristeza e eu trato de estar forte pelos meus filhos e por ele. São a alegria da minha vida. Apoiamo-nos mutuamente em tudo. O amor é algo imprescindível na minha vida. Formamos uma grande equipa», diz, sobre o namorado.

Sobre a adaptação a Itália, considera-a «maravilhosa». «Casa não é onde estás mas sim com quem estás». Para já, casar não está nos planos e Georgina desmente mesmo que esteja noiva: «Encantar-me-ia, mas é certo que agora temos prioridades e muitas responsabilidades».

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