Nacional

Ricardo Araújo Pereira foi chamado por diretor da TVI devido a fracasso de audiências

16 Maio, 2021

Ricardo Araújo Pereira (RAP) assume que Melhor do que Falecer é o maior fracasso da sua carreira, que perdia até para intervalos da SIC. Um então diretor da TVI confrontou-o com o assunto.

Sem papas na língua Ricardo Araújo Pereira assumiu qual o seu maior fracasso de sempre. Estávamos em 2014 quando Ricardo Araújo Pereira – ou RAP, como também é conhecido – estreava o seu primeiro programa a solo na TVI. Sete anos depois, o agora humorista da SIC recorda “Melhor do que Falecer” como uma “das coisas mais absolutamente fracassadas” da sua carreira.

“Uma vez, a TVI contratou-me para eu fazer um programa durante três meses. Era um contrato… Muito chorudo. Pensei fazermos um programa de cinco minutos diário, a seguir ao telejornal”, recorda o comediante, em conversa com Bumba na Fofinha, nome artístico de Mariana Cabral, para o podcast “RESET”.

Para o programa em questão, Ricardo Araújo Pereira reaproveitou “vários textos” que “tinha feito na Rádio Comercial, onde tinham sido um grande êxito” na rubrica que lá assinava. “Então, reconvertia-os em sketches e punha na televisão”, lembra. Mas tal não resultou. “Precisamente por terem sido um grande êxito na Rádio Comercial, ninguém queria ver aquilo feito outra vez. Ninguém queria ver aquilo!”, constata.

Bumba na Fofinha considera que RAP foi “ingénuo” por acreditar no sucesso do formato. O humorista prefere usar a palavra “estúpido”. “Eu sou preguiçoso, mas aí nem se tratava disso. Foi uma má avaliação, que vinha dos tempos em que escrevíamos para o Herman [José] e, muitas vezes, reconvertíamos sketches para televisão e aquilo passava. Mas passava porquê? Porque eram outros tempos. Aquilo dava na Antena 1, de manhã, e não havia YouTube, podcasts, nada…”, contextualiza.

Contrato de RAP tinha “imensos zeros”

Face ao fracasso de “Melhor do que Falecer”, Ricardo Araújo Pereira foi chamado por um responsável da estação de Queluz de Baixo. “A meio desse contrato – volto a dizer, era um contrato mesmo com imensos zeros -, um diretor da TVI chama-me e diz assim: ‘O seu programa tem um problema. O intervalo da SIC tem mais audiência do que o seu programa'”, revela agora.

RAP “disse imediatamente” que aceitaria rescindir o vínculo contratual. “Como é óbvio, resolvemos já o contrato. Não se preocupe! Eu não faço finca-pé. Pára já aqui”, afirmou o comediante ao diretor em questão. Mas este não quis tomar uma medida radical. “Ele disse-me: ‘Não, não, não. Vamos cumprir o contrato. Queríamos só que reformulasse isto e tal…’ E eu comecei a fazer outra coisa”, conta.

Ricardo Araújo Pereira regressou à SIC há um ano

Hoje com 47 anos, a estrela da SIC diz que a conversa que teve com o responsável da TVI “não foi nada dura”. “Antes pelo contrário”, aponta, ressalvando que, antes disso, “já” sabia que o programa estava a ser um fracasso de audiências, “mas não sabia que era a este ponto” – de perder para compromissos publicitário da SIC, leia-se. “Ele estava muito calmo”, recorda.

Na TVI, Ricardo Araújo Pereira conduziu ainda “Isso é Tudo Muito Bonito, Mas” e “Gente Que Não Sabe Estar”. No ano passado, aceitou regressar à estação de Paço de Arcos para conduzir “Isto é Gozar com Quem Trabalha”, um verdadeiro fenómeno de audiências que não descola do primeiro lugar da tabela dos programas mais vistos de domingo.

Texto: Dúlio Silva; Fotos: Arquivo Impala e reprodução redes sociais
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