Saúde e Bem-Estar

Rir faz bem à saúde: Estes são os benefícios de dar uma boa gargalhada

19 Janeiro, 2020

Uma boa gargalhada é mais contagiante do que qualquer vírus. Cristina Ferreira é um exemplo disso e a sua gargalhada já é imagem de marca. Tem benefícios a nível físico, mental e social.

É inegável que o ato de sorrir/rir faz-nos sentir bem e ao qual recorremos para expressar emoção e bem-estar. Cristina Ferreira é exemplo disso e a sua gargalhada já se tornou imagem de marca.

Está associado à alegria, é uma forma de combater a negatividade, coloca os nossos músculos a funcionar e é uma excelente forma de eliminar toxinas do nosso corpo.

Assim, para saber mais sobre esta e outras vantagens de uma boa gargalhada, a Maria falou com Sabrina Tacconi, terapeuta do riso, que destaca a sua importância na vida das pessoas e dos seus benefícios, que não são só emocionais e mentais, mas também físicos.

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Para a embaixadora internacional do riso há 12 anos, o ato de sorrir “pode ter um papel terapêutico muito importante, sobretudo para alguém que esteja a passar por problemas físicos ou de saúde mental. É fácil, simples e um recurso que todos temos e podemos utilizar”, começa por referir.

Ao defender que o riso é sempre bem-vindo em qualquer ocasião, pois “fortalece a união e os laços de cumplicidade entre as pessoas”, a especialista refuta a ideia de que quando estamos perante uma pessoa que está sempre a rir ela é pouco séria.

“Estamos a ter uma grande luta para trocar a frase ‘muito riso pouco siso’ para ‘muito riso muito siso’. Podemos ‘enlouquecer’ se não nos rirmos durante muitos meses, mas nunca vi ninguém enlouquecer por rir muito durante vários meses. Garanto que o riso dá uma força, um ânimo e uma lucidez mental que não tem nada a ver com não ter siso. Antes pelo contrário, dá-nos muita saúde mental.

Pela manhã, durante dez minutos

Mas será que existe uma receita sobre a altura do dia e o tempo que devemos sorrir? A risoterapeuta explica: “O ideal é rir pela manhã durante dez minutos seguidos ao espelho, no chuveiro ou na cama, ao acordar.

Deste modo, o nosso corpo faz um trabalho de libertação química positiva.” E quando a vontade de rir não vem e temos de o fazer de forma forçada? “A isso chamamos um riso induzido. Ao provocarmos o nosso riso ele pode ser falso ou fingido, mas à medida que o vamos fazendo, vai-se tornando verdadeiro, até que começamos a achar graça a nós próprias e começamos a rir de forma natural.”

Mas se este ato é sem dúvida o melhor remédio para tratar os problemas de corpo e mente, obriga-nos também a conectarmo-nos connosco próprias:”O riso ajuda a libertar as tensões e a diminuir o stress. Temos de aprender a gerir a nossa vida com mais calma. Não precisamos de correr tanto, pois dessa forma estamos a colar o nosso corpo numa dinâmica tão acelerada que ele não nos consegue acompanhar. Trabalhar essa desaceleração é também importante e sorrir ajuda a fazer essa paragem, quando dedicamos um tempo a nós próprias.”

Na vida do casal

Também ao nível do relacionamento, o bom humor é um dos ingredientes que não pode faltar na vida do casal:”O riso é uma forma das pessoas se conhecerem. Quando o outro nos faz rir sentimo-nos mais à vontade com essa pessoa e ajuda a aproximarmo-nos dela.

Por outro lado, quando estamos envolvidas emocionalmente, o riso implica uma enorme cumplicidade
entre o casal e ajuda na facilidade de gerir e resolver conflitos. Duas pessoas que riem juntas dificilmente vão ter problemas ou discussões, pois o riso tem tanta força, que não nos permite ver o lado escuro, mas sim o lado que brilha no parceiro”, enfatiza Sabrina Tacconi.

Por outro lado, a risoterapeuta faz questão de salientar que “o riso tem um grande poder de atracão, pois para a mulher, um homem que a faça rir tem um charme e um encanto diferentes”.

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Gargalhadas e Benefícios

Coração: O riso pode reduzir o risco de doenças cardíacas;

Colesterol e diabetes: Dar boas risadas pode aumentar os níveis de colesterol bom no sangue;

Pressão arterial: Rir diminui a pressão arterial, enquanto o stress a aumenta;

Pulmões: Quando damos uma boa gargalhada, a absorção de oxigénio pelos pulmões aumenta;

Digestão: Ao rir os abdominais são estimulados e fazem uma espécie de massagem no sistema gastrointestinal, melhorando a digestão;

Circulação do sangue: O ritmo cardíaco acelera quando começamos a rir. Os batimentos podem atingir até 120 pulsações por minuto;

Stress e sistema imunológico: Durante uma sessão de gargalhadas, os níveis de cortisol e adrenalina – hormonas do stress – baixam;

Combate as rugas: Quando conversamos e gargalhamos ao mesmo tempo movimentamos 84 músculos faciais.

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