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Pêpê Rapazote surpreende: «Fiz xixi na cama até aos 12 anos. Metia as minhas próprias fraldas»

12 Janeiro, 2019

Pêpê Rapazote esteve este sábado no Alta Definição e falou da infância rígida, da qual recorda o cinto e a chibata do pai, do trabalho na TV norte-americana e do casamento com Mafalda Vilhena.

Pêpê Rapazote teve uma infância rígida, especialmente por causa da educação que o pai lhe deu. «Se eu chegava a casa com notas de 19 valores, ele perguntava-me porque é que eu não tinha 20», disse a Daniel Oliveira, este sábado, no programa Alta Definição. À conversa com o apresentador da SIC, revelou que uma das recordações que tem de quando era criança passa «pelo cinto e pela chibata» do progenitor. «Hoje, ele elogia-me por tudo e por nada. A besta foi domesticada!», brinca.

Na mesma entrevista, o ator revelou um problema com que se debateu até ao início da adolescência. «Isto nunca contei, mas fiz xixi na cama até aos 12 anos e 9 meses. Metia as minhas próprias fraldas. Não havia das descartáveis, eram das turcas», recorda o artista, de 48, acrescentando que se sentia culpado «quando molhava o colchão».

Veja ainda: Pêpê Rapazote faz revelações chocantes em direto.

Não controlar a bexiga, explicou, deveu-se ao facto de sofrer de espinha bífida. Foi uma professora na Venezuela, onde viveu com os pais, que desmistificou aquilo que foi consequência dessa malformação congénita, ao dizer-lhe que os seus filhos, já adultos, também faziam «xixi na cama».

«Peguei fogo à casa umas duas vezes»

O homem que se deu a conhecer na TV portuguesa e saltou para o pequeno ecrã norte-americano, onde integrou elencos de séries de sucesso como Narcos e Shameless, era um verdadeiro terror. Foi, juntamente com dois irmãos, o melhor das turmas por onde passou. No entanto, nos tempos livres, não deixou nada a dever às tropelias.

«Peguei fogo à casa umas duas vezes e outras duas vezes à escola». Como? «Agarrava em caixas de fósforos e em papel e pronto! Matei periquitos do meu irmão porque peguei fogo na cozinha lá de casa. Gostava de fogo. Hoje em dia estaria preso», admite.

A penitência era feita ao domingo, quando ia à missa, ri-se.

«Os desafios já não estão» em Portugal

Rapazote estudou no Colégio Moderno, em Lisboa, e licenciou-se em Arquitetura na Universidade Técnica de Lisboa. A representação chegou através da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, onde fez teatro amador. «Sempre tive um drama para encontrar a minha vocação. Os testes psicotécnicos diziam que podia ser o que eu quisesse, o que não ajudou nada», refere o artista.

Ser ator é, atualmente, o seu lado «selvagem e louco», o que o «leva aos extremos», e é isso que Pêpê quer para si. Por isso, aventurou-se no mundo da ficção além-fronteiras. «Os desafios já não estão em Portugal», explica, admitindo que quando pensou em tentar a sua sorte elegeu a cidade de Los Angeles, a meca do cinema, por ser o local «onde há mais oportunidades».

«Nós, cá, somos um relógio suíço: não se repete uma cena porque não há dinheiro. Lá fora é só assinar um cheque», exemplifica.

Autocrítico, não esconde que «gostava do reconhecimento». Já receber um prémio seria apenas «simpático». «Eu sou sólido. Não me deixo iludir ou abater com facilidade», assegurou.

«As minhas filhas não querem falar comigo»

As oportunidades que tenho tido fora de Portugal deixam-lhe pouco tempo para a família. Casado com Mafalda Vilhena desde 2003, é da mulher e das filhas que sente mais falta. «Falo com a Mafalda por Whatsapp como se ela estivesse a meu lado. Há muita solidão», lamenta, referindo-se à também atriz como a sua «cara metade».

Nesta equação, foi Mafalda quem se «moldou mais». «Eu sou o granito e ela a cola mágica. Eu tenho mais dificuldade em adaptar-me. Ela cobriu todos os buracos», contou Rapazote. «A Mafalda é um gajo sem… coiso! Se eu quero ir beber uma imperial a um café, é com ela», elogia.

Deste seu enlace nascerem Júlia, de 13 anos, e Leonor, com nove. Deixá-las por cá e partir é o que mais lhe custa. «Não me chega os Facetime e afins. Às vezes, elas não querem falar comigo porque vão sentir mais saudades. E eu compreendo. Mas é a parte que mais me custa», termina.

Texto: Ana Filipe Silveira; Fotos: reprodução redes sociais

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